RESPEITAR A DIGNIDADE DAS INSTITUIÇÕES É UM DEVER PATRIÓTICO!

“ASF-ASAE, SNCGP, SCIF-SEF, ASPPM, ASPP-PSP, APG-GNR, AP e ANS, organizações promotoras da Concentração a realizar a 10 de Julho, em Lisboa, com o objectivo de denunciar as preocupações instaladas no seio dos seus universos representativos, em consequência da política de austeridade seguida por este governo, que vem pondo em causa a capacidade do normal funcionamento das forças e serviços de segurança e, por conseguinte a segurança dos cidadãos, que vem igualmente descaracterizando a condição militar, pondo mesmo em causa a capacidade do cumprimento das missões constitucionalmente atribuídas às Forças Armadas, depois de reunirem e de procederem a uma profunda análise à situação política vivida nos últimos dias, decidiram por unanimidade, o seguinte:

o menino o cravo e o militar1. Constatar que na sequência das demissões dos dois ministros de Estado deste governo, o país assistiu a um espectáculo, em vários actos, com um nível de degradação, de falta de respeito pelas instituições, por parte dos seus principais titulares, nunca em momento algum visto, nem tão pouco imaginável que pudesse alguma vez acontecer;

2. Neste quadro de degradação, que põe em causa a dignidade das instituições e o próprio regime democrático, que promove a vulgarização e a falta de respeito pelos valores que devem presidir a uma conduta responsável de Estado, e não querendo as organizações promotoras contribuir para alimentar este clima, concluíram não haver estabilidade democrática suficiente para se manter a realização da iniciativa marcada para o dia 10 de Julho, no Largo de Camões, em Lisboa, razão pela qual cancelam a sua realização nesta data;

3. As organizações promotoras da iniciativa, por esta via cancelada, conscientes contudo das responsabilidades que a Constituição da República Portuguesa confere às instituições que os seus membros orgulhosamente e com elevada honra servem, apelam ao governo, ou ao que dele resta, que saiba interpretar o sentido de elevada serenidade, responsabilidade e dever patriótico do que se decidiu e acaba de anunciar;

4. Afirmamos que continuaremos a trabalhar em conjunto, monitorizando ao pormenor o desenrolar dos próximos capítulos, não esquecendo os objectivos que presidiram ao lançamento da iniciativa de 10 de Julho, retomando-a mais adiante, quando e se as condições assim o determinarem;

5. Esta decisão não deve, nem pode, ser interpretada como um recuo! Os profissionais das forças e serviços de segurança e os militares não abdicam das suas reivindicações e que são do inteiro conhecimento do Governo;

6. Apelamos à compreensão, unidade, determinação e confiança dos universos que representamos, com a certeza que, ao contrário de outros com muito mais e maiores responsabilidades, na vida não vale tudo! O respeito pela dignidade das instituições democráticas tem de se sobrepor ao mero projecto e interesse individual ou partidário;

7. Respeitando as instituições e os cidadãos portugueses, a quem jurámos servir e defender, mesmo com o risco da própria vida, e demonstrando aos cidadãos portugueses que é nos agentes das forças e serviços de segurança e nos militares das forças armadas que podem e devem continuar a confiar, demonstramos também uma forma eficaz e efectiva de defendermos os nossos direitos”, conclui o comunicado conjunto, oriundo da Associação Nacional de Sargentos (ANS), assinado pelas direcções ASF-ASAE, SNCGP, SCIF-SEF, ASPPM, ASPP-PSP, APG-GNR, AP e ANS, que transcrevemos na íntegra.

By Algarve Press

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