Socialistas alertam para deficiências na prevenção florestal no Algarve

Dificuldades de ordem operacional e financeira condicionam os trabalhos de prevenção florestal por parte dos municípios, atrasos na concretização dos projetos de mitigação ambiental nas zonas ardidas de São Brás de Alportel e Tavira, instabilidade nas equipas de sapadores florestais e limitação da ação nas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), foram as conclusões de uma jornada de trabalho do PS Algarve, com a participação do Presidente António Eusébio e do Deputado Miguel Freitas. Os dirigentes socialistas reuniram esta segunda-feira, dia 27, com as entidades gestores das ZIF de Loulé, São Brás e Tavira, com os Gabinetes Técnicos Florestais, com Associações de Caçadores, com o SEPNA da GNR e os Bombeiros Municipais de S. Brás de Alportel e, finalmente, com o Comando Distrital Operações e Socorros.     

incendio-ouremNão há nada de novo em matéria de prevenção florestal e, portanto, mantemos condições para um elevado risco de haver um grande incêndio na região, já que o combate é remedeio e nunca a solução para os fogos florestais”, refere Miguel Freitas. Os projetos PRODER para recuperação das áreas ardidas na Serra de São Brás e Tavira ainda não estão a ser executados, já que a sua aprovação foi muito tardia, tendo desde já de ser reformuladas as candidaturas para se adaptarem às necessidades.

“Não foram ultrapassadas questões burocráticas, pois continua a ser necessário o recurso a concurso público e, ao contrário do que nos foi prometido, não há nenhum contributo para compensar os municípios em termos do que têm de pagar de IVA, que não é elegível aos fundos comunitários”, refere António Eusébio, Presidente do PS Algarve e da Câmara Municipal de São Brás de Alportel.

Os socialistas algarvios consideram a situação mais preocupante no momento o que se passa com os sapadores florestais que dependem dos municípios, pois o Governo suspendeu o processo de contratação, não dá resposta sobre quando resolve o problema e há mesmo o risco de extinção destas equipas pela obrigação que as autarquias têm de redução de metade dos contratos a termo durante este ano. 

Incendio em Alfandanga (204)No Algarve, das nove Equipas de Sapadores Florestais seis são municipais, o que significa uma parte importante do dispositivo de combate aos fogos florestais, já que estes homens foram incorporados, a partir de 15 de Maio, no Plano de Operações Distrital sem se saber o que vai acontecer concretamente relativamente à sua continuidade, o que para o PS Algarve é de enorme gravidade.

Continua a não haver uma coordenação política regional ao nível dos fogos florestais, já que a recente criação de uma entidade de coordenação regional, não acrescenta nada de novo ao dispositivo de combate aos fogos florestais, traduzindo-se esta, apenas a aspetos de coordenação técnica. As conclusões destas reuniões serão levadas agora à Assembleia da República, estando o Partido Socialista a preparar um Projeto de Resolução sobre prevenção florestal e uma pergunta ao Governo sobre a situação concreta no Algarve.

By Algarve Press

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