PAULO NEVES NÃO QUER PORTUGUESES DE 1ª E 2ª EM FARO

Paulo NevespicsPaulo Neves escolheu o Mercado Municipal de Faro para apresentar as suas ideias para o Concelho Capital do Algarve, aproveitando a grande moldura humana que acorreu àquele local emblemático farense esta sexta-feira à noite para, ladeado pelo líder nacional do PS, António José Seguro, deputados e os diversos candidatos socialistas às restantes autarquias algarvias, salientar as suas raízes ilhéus (Culatra e Hangares) garantir que vai “defender a concessão, tal como Olhão fez com a Armona, das Ilhas de Faro, desde a Culatra aos Hangares, Farol e Praia de Faro”, ficando a gestão destes territórios a cargo da autarquia, prometendo ao mesmo tempo, numa referência às habitações  consideradas legais e clandestinas, que vai “lutar para que não existam portugueses de 1ª. e 2ª. em Faro”. Sempre com as questões da “igualdade e solidariedade social” como tema de fundo, o candidato socialista lançou diversas críticas ao atual executivo PSD na Câmara de Faro, defendendo a “redução das rendas sociais” se for eleito para gerir os destinos da autarquia farense nas próximas autárquicas de outubro.

Paulo e Ant SegpicsMesmo perante os muitos e longos discursos da noite, que terminaram já na madrugada todos altamente críticos para com as “políticas de austeridade e consequente falta de apoios às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), escolas, juntas de freguesia ou coletividades da cultura e desporto”, ninguém arredou pé até ouvir as ideias e propostas de Paulo Neves para Faro e as críticas de António José Seguro à atual liderança PSD/CDS do País.

Paulo disc1pics “Acham que é ser sério aumentar em 300 por cento as rendas sociais das pessoas mais desfavorecidas? Isto não é ser sério, é ser insensível”, afirmou de forma veemente o ex deputado, presidente do Turismo do Algarve e atual gestor hospitalar.

grealpicsNum discurso muito crítico, mesclado de “esperança no futuro de Faro”, o candidato socialista, ao mesmo tempo que garantia “uma mudança de rumo” na Câmara, com destaque para a “redução das rendas sociais e, mesmo com pouco dinheiro e muitas dívidas, realizar obra através de ideias e colaboração com as instituições sociais e empresariais”, salientou que os 4 milhões de poupança anunciados pelo executivo (de Macário Correia) foram à custa do não pagamento das transferências devidas às Juntas de Freguesia e para IPSS do concelho”, lembrando ainda os “212 funcionários da Câmara despedidos para aumentar em 3 milhões os contratos de serviços e de trabalho temporário”.

Paulo e os aplausospicsPaulo Neves, referindo constantemente o slogan de candidatura – “Nós Gostamos de Faro” –  mostrou igualmente “muitas preocupações com a regeneração urbana e reabilitação das ruas da baixa de Faro até ao Carmo e freguesias rurais, através de obras que permitirão adjudicar muitas pequenas obras a fornecedores locais, estimulando o emprego e economia local”. Até porque na área do património, o candidato garante estar “contra e tudo fazer para evitar a venda da Fábrica da Cerveja e o Magistério Primário, na Vila-Adentro de Faro”, manifestando-se “favorável à cedência desses edifícios, com uma renda resolúvel a potenciais investidores que, no final de 30 ou 50 anos, até poderão ter a opção de comprar – mas não será barato”, advertiu. 

Paulo apoiado por J BotelheiropicsSem pausas, o político surpreendeu toda a gente ao convidar o antigo presidente da Câmara Municipal de Faro, João Botelheiro, conhecido advogado farense, para presidir ao “conselho de cidadãos” –  Conselho Municipal de Faro – independente da Assembleia Municipal e do Executivo, com Botelheiro a receber a garantia pública de Paulo Neves que ficará com “a liberdade de convidar e escolher quem entender, para criticar o executivo. A Ordem de Trabalhos é sua! Crie-a como quiser e chame o executivo a prestar contas”. Desafio que João Botelheiro, também publicamente, aceitou. 

Por outro lado, sem esquecer a importância da UALG na capital algarvia e na Região, o candidato socialista recordou: “Faro e o Algarve estão casados com a Universidade do Algarve (UALG), mas relacionam-se pouco. Está na altura de mudar isto e, através de candidaturas a fundos comunitários, em conjunto com a universidade, no interesse mútuo, aproveitar a riqueza técnica, humana e o conhecimento produzido na academia algarvia, aproveitando ainda os apoios do próximo quadro comunitário de apoio nas áreas do conhecimento e investigação, bem como da regeneração urbana”, salientou.

Ideias apoiadas e sublinhas por António José Seguro, que aproveitou para recordar e lamentar a alta taxa de desemprego existente no Algarve e defender a “reposição do IVA da restauração para 11 por cento, já que o aumento desta taxa para 23 por cento está a dar prejuízo ao Estado”.

M.L. – t

“Reinalgon” – f

 

By Algarve Press

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