Eduardo Cruz adverte: “É URGENTE MUDAR O PARADIGMA NA GESTÃO DA CÂMARA DE OLHÃO”

Eduardo Manuel da Cruz é o candidato (independente) do PSD a presidente da Câmara Municipal de Olhão, nas Autárquicas de outubro próximo. Convidado do jantar/debate mensal da “Confraria dos Cavalheiros da Tábua Quadrada”,  realizado no “Franguinho”, em Olhão, Eduardo Cruz, conhecido gestor empresarial, dirigente político e associativo olhanense, conhecedor e interventor nas mais diversas áreas da realidade olhanense, algarvia e até nacional, assumiu aos “confrades” a sua intenção de “pugnar por um novo ciclo da vida política do Concelho de Olhão”, assumindo-se como “alternativa credível para uma gestão de proximidade com as populações na autarquia olhanense”. Eduardo Cruz, para que não restem dúvidas, questionado, fez ainda questão de sublinhar: ” Não respondo pelos erros do PSD no passado. Pretendo romper com o passado do PSD na Câmara Municipal de Olhão”.

Manuel Luís – t

f- Algarve Press

IMG_7734Eduardo Cruz (centro) ladeado por Manuel Luís e membros da concelhia do PSD-Olhão

CRIAR O GABINETE DE LICENÇAS NA HORA E INCENTIVAR O CONSELHO MUNICIPAL DAS ATIVIDADES ECONÓMICAS

P- Quais as principais linhas de ação se for eleito?

E.C – Melhorar a qualidade de vida das pessoas, criar riqueza através do incentivo ao investimento em Olhão. A minha experiência como gestor empresarial diz-me que é necessário criar condições para quem quer trabalhar e investir na economia local, com preocupação pelas questões ambientais, criando espaços verdes dedicados à família e ao peão, sem esquecer uma maior eficácia na limpeza do Concelho. Toda uma mudança de paradigma na gestão da autarquia.

Defendo a criação de um Gabinete de Licenças na Hora, incentivar o Conselho Municipal das Atividades Económicas. Como empresário sei as dificuldades que se levantam aos empresários na apresentação e aprovação de projetos. Quando fui presidente do NERA, nomeadamente nas relações empresariais Algarve/Andaluzia, vi como na Andaluzia os empresários eram recebidos e tratados por técnicos profissionais.

É preciso dotar a Zona Industrial com lotes acessíveis aos empresários que querem investir  em Olhão.

P – Como vai ser a sua ligação e relacionamento com as pessoas?

E.C -.Temos de sair da Câmara para ouvir e dialogar com as pessoas e quando estamos a trabalhar na Câmara temos de ter sempre as portas abertas às pessoas, desde os munícipes aos investidores.

P – Mas os empresários queixam-se de muitas burocracias e tempo demasiado para verem aprovados os seus projetos.

E.C. – Existem programas que facilitam o investimento a pequenas e micro-empresas, mas a autarquia não tem dado importância a esses programas. É urgente a criação de uma zona incubadora para novos projetos, com o apoio da Câmara.

IMG_7720Membros da Armalgarve, da pesca do polvo, questionaram o candidato sobre as condições +ara os pescadores e a polémica da utilização dos iscos na captura do polvo.

ORGANIZAÇÕES DE PRODUTORES TÊM DE REMAR PARA O MESMO LADO E CÂMARA APOIAR MAIS A CLASSE PISCATÓRIA

P – E na área das pescas, tão importantes para a economia e sociedade olhanense, que apoios da autarquia?

E.C. – Meu pai foi motorista marítimo toda a vida. É necessária a criação de um Gabinete de Apoio às Pescas, capaz de apoiar e dar resposta aos problemas existentes nesta área tão importante para Olhão. Quanto à situação das pescas não vejo grande futuro se as organizações de produtores não remarem para o mesmo lado, revendo, por exemplo, o que se passa com a autorização do isco para a pesca do polvo (cavala ou caranguejo) . Pesca e industria conserveira muito importantes no passado e para o futuro económico-social de Olhão, que hoje é uma marca..

Melhorar a relação com a Ria Formosa, promovendo visitas  da juventude escolar no sentido de criarem melhor  empatia com as realidades da Ria, onde devemos apoiar cada vez mais quem dela vive e assim ajudarmos a uma melhor produção de ameijoas e restantes bivalves. Não se podem tomar medidas que prejudiquem as populações locais, como a Murteira de Baixo (Cidade sem Lei), ligando o saneamento básico e cuidando dos acessos. Além disso não nos lpodemos esquecer que o POLIS tem programas destinados ao melhoramento das zonas ribeirinhas.

Mas a Algar tem de assumir as suas responsabilidades no que respeita às ligações do saneamento básico às habitações das populações, no mar e em terra.

IMG_7724Empresários e associações empresariais algarvias e estudantis da UALG também marcaram presença

P – O turismo, em terra e náutico, será uma aposta forte?

E.C. – É necessário investir no Turismo nas Ilhas. Temos de renovar a Concessão da Ilha da Armona, cuidando melhor daquele espaço. É preciso garantir que, no futuro, as pessoas não percam o direito às suas casas

Faltam mais Unidades hoteleiras e outra marina para embarcações de maiores dimensões que cruzam a Costa Atlântica frente a Olhão.

Pertenci ao Conselho de Economia da Universidade do Algarve (UALG), conheço as potencialidades e capacidades da UALG nas áreas do agro-alimentar e pescas, temos de aproveitar todo este conhecimento.

IMG_7728 IMG_7729P – Que fazer para desbloquear as obras da variante a Olhão?

E.C. – A interrupção das obras da Variante continuam a estrangular o trânsito em Olhão. A Câmara deve cerca de 40 milhões de euros e não tem dinheiro para avançar com obras dessa dimensão, que são da responsabilidade da administração central. Mas a Câmara tem de ter força suficiente para pressionar o Governo para avançar com a conclusão de uma obra tão importante para Olhão. A autarquia teve de aderir ao empréstimo do PAEL a 14 anos, mas não podemos parar.

IMG_7735URGE A MUDANÇA NO PARADIGMA DA CM OLHÃO

P – Que relacionamento com os funcionários autárquicos?

E.C. – Temos de capitalizar a imagem de marca que é Olhão, capitalizando investimentos desde as atividades piscatórias ao Turismo e Imobiliária, gerindo recursos e pessoas com bom senso. Os cerca de 904 funcionários autárquicos já demonstraram a sua capacidade e competência, mas têm de ser estimulados para fazerem sobressair as suas capacidades para fazer mais e melhor em prol dos munícipes. Urge a Mudança no paradigma na gestão da Câmara de Olhão.

Não se resolvem problemas novos com soluções antigas. As pessoas estão fartas das mesmas políticas.

P – Então reconhece que as dividas da CM Olhão serão impeditivas de fazer obra se for eleito?

E.C – Nunca fui nem serei um gestor de dívidas ou massas falidas. As dividas só se resolvem consolidando no tempo através de ações credíveis e sustentáveis tendentes ao investimento no Concelho. Os fornecedores locais têm de receber da Câmara no máximo de 60 dias.

IMG_7731OLHANENSE É O PRINCIPAL ESTANDARTE DO DESPORTO EM OLHÃO

P – Olhão é uma terra de muitos clubes e associações, com várias pessoas oriundas de diversos países. Que apoios a essas instituições e gentes?

E.C. – Em Olhão, para um Concelho de 45 mil habitantes, existem 84 associações, desde a cultura ao desporto e de caráter social, na sua maioria integrando ou colaborando com pessoas de vários países, especialmente dos PALOPS – Países de Língua Oficial Portuguesa. Olhão é uma terra que sempre soube receber , temos de apoiar o associativismo e todos os que nos procuram para trabalhar e viver.

P – Mas entre esses clubes existem o Olhanense com alguns problemas financeiros e o COP com grandes resultados no Atletismo. Qual a relação da autarquia com esses e outros emblemas nas mais diversas modalidades?

E.C –O SC Olhanense é o principal estandarte do desporto em Olhão. A Câmara tem de ter uma política transparente de apoio aos clubes, onde se destacam ainda os feitos no Atletismo do Clube Oriental de Pechão. Por toda esta dinâmica, além dos campos existentes, são necessários mais dois sintéticos, em Pechão e Moncarapacho”, concluiu o candidato

 

By Algarve Press

One comment on “Eduardo Cruz adverte: “É URGENTE MUDAR O PARADIGMA NA GESTÃO DA CÂMARA DE OLHÃO”

  1. estou de acordo com o que aqui foi escrito mas a forma de fazer politica tem de mudar…as pessoas já estão fartas do promete promete….penso que um partido que pretende renovar uma cidade e se quer candidatar a vencer as eleições tem de começar antes junto das populações , não afazer +propaganda política amas algo que seja util ás populações.è assim que se ganham as pessoas.Hoje o eleitorado esta cansado do aparelho partidário e, qualquer candidadto que esteja identificado a algum partido e, neste caso ao PSD esta predestinado a perder as eleições.
    para cativar as pessoas ha que ir ao encntro delas e não em vesperas de eleições quando a pessoas “farejam” que é a caça ao voto.
    Cumprimentos

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