CPPME em Faro para: “Defender as Micro, Pequenas e Médias Empresas”

As Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) correspondem a cerca 98% do universo empresarial português, não financeiro, e têm um papel fundamental na economia nacional, pela elevada criação de emprego que geram e pela importante riqueza nacional que criam.

logo_final_horizontalPorém, “o Governo elegeu as micro e pequenas empresas como alvo a abater. O ataque que o governo está a fazer às MPME, visa dar continuidade a políticas erradas que assegurem a defesa dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros”, acusa a Confederação Portuguesa das, Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), através de um comunicado que distribuiu na reunião de ontem com o Comércio Local e a Restauração e Bebidas, na Baixa de Faro. No encontro, que  teve como objectivo dar a conhecer as posições da Confederação sobre a crise que este sector empresarial está a atravessar e as suas propostas alternativas, participaram dirigentes nacionais, do Núcleo de Faro e o Secretário-geral da CPPME, José Brinquete .

No documento, que transcrevemos na íntegra, a CPPME lança várias críticas ao Governo: “O aumento da carga fiscal, com o agravamento do IVA, do IRC, do IRS e do IMI, juntamente com o aumento de outros custos de produção, como a água, electricidade, gás, combustíveis, portagens, arrendamentos, agravam ainda mais a situação já por si insustentável, levando ao encerramento de milhares de empresas e à destruição de muitos milhares de postos de trabalho.

Um País com uma economia frágil não pode ter uma carga fiscal tão pesada!

O enorme agravamento do IVA no sector da restauração e bebidas de 13 para 23% (o que corresponde a um aumento de 77%), a falta de crédito às empresas do mercado interno, a nova Lei dos Despejos Comerciais e a redução do poder de compra, através da desvalorização dos salários, têm arrastado dezenas de milhares de empresas para a insolvência e o encerramento.

Como é também o caso da obrigatoriedade da facturação electrónica e relatório mensal, o PEC – Pagamento Especial por Conta, o IVA de Caixa entregue antes de ser recebido, entre muitas outras.

Todas estas medidas resultam da aplicação do Memorando de Entendimento, acordado entre o PS, PSD e CDS com a tróica estrangeira, onde se encontram defendidos os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros. O objectivo parecer ser a liquidação das micro e pequenas empresas.

A CPPME tem propostas alternativas que já apresentou ao Primeiro-ministro e à Assembleia da República, que passam por uma reforma fiscal profunda, pelo acesso ao crédito a juros aceitáveis, pela revogação da Lei do Arrendamento Urbano, por uma justiça mais célere e menos onerosa, pelo apoio social aos MPE e pelo investimento produtivo, que gere riqueza e crie emprego”, conclui o documento, assinado pelo Núcleo do Algarve da CPPME.

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por Algarve Press

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