A IMPORTÂNCIA DO PATRIMÓNIO CULTURAL NO QUADRO DA OFERTA TURISTICA

No dia  Internacional dos Monumentos e sítios, Fernando Anastácio e o candidato a presidente da Junta de Freguesia de Paderne, Miguel Coelho, acompanharam a vista ao castelo de Paderne, visita que também contou com a presença da Diretora Regional de Cultura, Dália Paulo. O castelo de Paderne ocupa uma posição dominante sobre a ribeira de Quarteira e, as suas ruínas, de cor avermelhada, constituem um dos exemplares mais significativos da arquitetura militar muçulmana na península ibérica.

Cartaz PadernepicsErguido em taipa pelos Almoádas entre os seculos XI e XII, foi uma das últimas praças, de resto como a cidade de Albufeira, a cair em poder dos cristãos e dos portugueses já sob o reinado de D. Afonso III, em 1248.

O castelo, é apenas uma das expressões monumentais que atestam a influência árabe em Albufeira.  Apesar dos efeitos demolidores do terramoto de 1755 ainda assim, é possível recuperar memórias nas ruas estreitas do centro histórico, ou visitanto templos, sítios, ou monumentos que resistiram ao sismo e aos séculos.

Fern AnastacioFernando Anastácio, candidato PS à CMA (em prim plano) e o candidato a presidente da Junta de Freguesia de Paderne, Miguel Coelho, também pelo PS

Os árabes chamaram-lhe Albuhera – castelo do mar – e os romanos que os antecederam deram-lhe o nome de Baltum, assinalando características especiais de uma terra desde sempre aberta ao mundo e aos povos das mais variadas origens.

Com efeito, Albufeira –romana ou mourisca – constitui hoje o exemplo mais particular do multiculturalismo em Portugal, e aqui continua a chegar gente de toda a  parte por via do turismo e das suas condições naturais.

Apesar dos efeitos do tempo que apagou muitas das memórias vivas, Albufeira no seu conjunto, contém um rico património histórico cultural que deve ser preservado, promovido e integrado na oferta turística local e regional.

Fern AnastacO património, a história e todas as formas de expressão cultural que, em concelhos como Albufeira e o Algarve no seu conjunto, marcados por uma oferta turística de sol e praia representam hoje modelos de oferta complementar a valorizar e defender  no âmbito de uma maior diversificação do produto.

Seria, porventura, excessivo neste pequeno apontamento, enumerar todos os exemplos do património construído existente  com potencial para ser integrado nos roteiros de promoção turística, mas sem qualquer valoração hierárquica ou de importância cultural, podemos assinalar alguns:

Igreja Matriz e a sua torre sineira, Torre do Relógio, capela da Misericórdia, Igreja de S. Sebastião, vestígio das muralhas do Castelo, Bateria de Albufeira, Arco da Travessa da Igreja Velha, S. Vicente de Albufeira, Ermida de Nª Sra da Orada, Ermida de Nª Sra da Assunção, Olheiros, Torre da Medronheira e Ponte do Castelo, de feição romana, no vale fronteiro ao castelo de Paderne.

A tudo isto e muito mais, há que juntar o património natural inigualável das falésias recortadas sobre o mar e sobre  as melhores e  mais bonitas praias do mundo. E num salto para o interior, é possível visitar o “outro Algarve”, das aldeias e vilas de casas rasteiras caiadas de branco à sombra das amendoeiras e das figueiras, que fazem do nosso concelho um lugar único para viver com qualidade. E que urge preservar e defender de tentações urbanísticas fora de tempo e excluídas do futuro que se quer para Albufeira.

Albufeira com futuro pressupõe valorizar a identidade e o património!

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por Algarve Press

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