Insulinização precoce pode diminuir as complicações da diabetes

Segundo os dados do Observatório Nacional da Diabetes referente a 2011, as hospitalizações causadas pelas complicações da diabetes custaram 457 milhões de euros, o maior custo associado ao tratamento desta patologia que já afeta 12,7% da população portuguesa. A mudança de hábitos de vida e a introdução precoce do tratamento com insulina, podem contribuir para reduzir as complicações da doença, os custos do seu tratamento e aumentar a qualidade de vida de quem sofre de diabetes, concluiram os especialistas que se reuniram no simpósio “Desafios na Diabetes em Portugal”.

Krankheiten / Diabetes / Blutzucker-MessungCoordenado por José Luís Medina, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia e por José Manuel Boavida, diretor do Programa Nacional para a Diabetes, o simpósio “Desafios na Diabetes em Portugal” teve como principal objetivo desfazer alguns mitos que ainda subsistem, mesmo entre profissionais de saúde, relativamente ao tratamento desta patologia.

“Os médicos que tratam pessoas com diabetes e os enfermeiros, nas suas atividades de educação terapêutica, devem desmistificar algumas crenças sobre a insulina, como a ideia de que a injeção é dolorosa, a insulina engorda ou causa cegueira, o que é totalmente errado”, sublinha José Luís Medina. Já José Manuel Boavida explica que “só um controlo adequado da diabetes vai evitar as complicações da doença (que têm custos elevadíssimos para o SNS) o que muitas vezes só se consegue com a introdução da insulina, especialmente quando os antidiabéticos orais não conseguem atingir esse controlo”.

Além de existirem mitos associados à insulina, há também algum desconhecimento relativamente às vantagens da insulinização precoce.  A insulina promove um bom controlo glicémico e, segundo Davide Carvalho, diretor do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Centro Hospitalar de S. João, no Porto, “o bom controlo glicémico permite prevenir complicações microvasculares, a curto prazo, e macrovasculares a longo prazo”.

No entanto, os bons resultados só são atingidos quando a administração da insulina é feita de forma atempada. Luiz Miguel Santiago, especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF) realça que “a utilização tardia da insulina por medo da parte do doente ou do médico, está relacionada com maus resultados, por estarem a ser tratados demasiado tarde casos que assim desenvolvem complicações que uma terapêutica mais precoce evitaria”.

O controlo metabólico das pessoas com diabetes a nível hospitalar e dos cuidados primários e a perspetiva ideal na abordagem do tratamento da diabetes foram outros dos temas em debate no simpósio “Desafios na Diabetes em Portugal” que decorreu no dia 23 de Fevereiro na Fundação Champalimaud e contou com o apoio da Sanofi.

By Algarve Press

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