POLIS em Faro: “balanço de frustração e revolta”

  “No Balanço de cinco anos pôr os pontos nos ii contra as manipulações”, acusa o movimento CFC, liderado pelo antigo edil de Faro, José Vitorino, através de nota de imprensa, que transcrevemos: Ria
1. Nos últimos dias voltou a falar-se muito do Programa Polis, pelo que passados quase cinco anos depois da criação da Sociedade Polis Ria Formosa, SA pela verdade e contra as manipulações, é altura de fazer um balanço e pôr os pontos nos ii.Images-ilha-faro-ria

Confirmando-se o que o CFC – Movimento Autárquico Independente “Com Faro no Coração”, sempre disse, hoje é quase unânime que para Faro o POLIS foi um logro. Tratou-se, sobretudo, de uma grande encenação aceite pelas maiores forças partidárias para, num “pacote cheio de pouca coisa”, fazer avançar no “embrulho” as demolições, nas Ilhas Barreira, estas com um custo obsceno de 20 milhões de euros num país de tanga.

À partida, a situação foi de frustração e revolta, porque o que seria um verdadeiro Polis para o futuro de Faro, ficou “morto à nascença”.  E o balanço de cinco anos, é de frustração e revolta ainda maiores.

2Foi de frustração e revolta à partida, porque não ficaram previstos: retirar a linha férrea pesada da zona ribeirinha; doca de recreio; porto de cruzeiros; porto de abrigo para os pescadores na zona de Faro; parque ambiental do Pontal; grandes medidas de defesa do cordão dunar, etc.

mar santo ria formosa

O balanço da aplicação do POLIS em Faro é de frustração e revolta ainda maiores, porque: não deu resposta aos graves problemas e desespero dos pescadores e viveiristas e suas famílias, provocados pelos assoreamentos; não foi reforçado o cordão dunar; é um cadafalso financeiro para a Câmara; ataca a identidade de Faro;  é lesivo dos direitos históricos das populações;  e apenas  agora vão começar as obras de uma pequena parte do Parque Ribeirinho.

É um cadafalso financeiro, porque a Câmara poderá ter que suportar verbas da ordem dos dez milhões de euros.

Visita de Secret Estado à Ilha da Fuzeta

Ataca a identidade, porque quer expulsar da Ilha de Faro, os descendentes de pescadores que a povoaram há cerca de 120 anos. É lesivo de direitos históricos das populações, porque quer proibir a entrada de carros na Ilha no verão, “matando” também a vida empresarial.

Quanto à ponte prevista para a Ilha, seria um triplo atentado: à lei, porque só pode avançar no âmbito de um Plano de Pormenor; ao aproveitamento da Ria, porque o vão é muito baixo; e à inteligência humana, porque é de loucos irresponsáveis e esbanjadores gastar 2,5 milhões de euros, quando a intenção (errada) das entidades oficiais é demolir as casas e proibir a entrada de carros.

3. No fundo, o Polis que as grandes forças partidárias aceitaram e agora tanto elogiam, só é um filão para o Parque Expo, que o Estado contratou pela escandalosa verba de 3,5 milhões de euros por serviços a prestar.

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por Algarve Press

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