Exercício poluição na Ria Formosa: MAIS VALE PREVENIR QUE REMEDIAR

Teste de combate poluiç mar1Para testar os meios de resposta e eficácia em caso de catástrofe na Ria Formosa, foi ontem criado um cenário no cais comercial de Faro, que serviu de base a um exercício coordenado pelo comando da Zona Marítima do Sul e que contou com a colaboração da Câmara Municipal de Faro, Autoridade Nacional de Proteção Civil, do IPTM – Intituto Portuário e Transportes Marítimos e da Universidade do Algarve.

Marques Ferreira (cent foto)No briefing realizado na Capitania do Porto de Faro, que antecedeu a demonstração do exercício à Comunicação Social no Cais Comercial, o comandante da Zona Marítima do SUL, Marques Ferreira (centro na foto),  defendeu a necessidade do reforço da  “Solidariedade institucional”, necessária para minimizar os impactos de um derrame de combustível, nomeadamente na Ria Formosa.

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Teste de combate à poluição mariíima  33No cenário de operações, que consistiu na simulação de um derrame acidental, como resultado de uma rutura numa mangueira, durante uma operação de reabastecimento de combustível (gasóleo) por autotanque a um navio mercante – simulacro com o Alfa Sky, com cerca de 100 metros de comprimento e 17 de boca – que teve como consequência o derrame de cerca de 8000 litros de combustível, o capitão-tenente Ferreira Cardoso, engenheiro chefe do serviço de combate à poluição marítima por hidrocarbonetos, do Departamento Marítimo do Sul, reconheceu que a “urgência das ações de contenção e recolha é fundamental para reter as manchas do hidrocarboneto na zona sinistrada, evitando a sua dispersão”, neste caso na na Ria Formosa.

Teste de combate à poluição mariíima  75Ciente que o tráfego naquele cais, situado no interior da ria, tem aumentado devido ao crescimento das exportações – sobretudo de cimento, para África –, o que aumenta a probabilidade de um acidente do género, o responsável  reconheceu que um derrame acidental de gasóleo na Ria Formosa teria consequências mais negativas do que se ocorresse no mar:  “Em águas interiores o impacto é mais significativo do que no litoral, por ser uma área ecologicamente bastante sensível e por causa das atividades humanas relacionadas com a ria, além da ria ser a base de sustento para muitos viveiristas e mariscadores”.

Aliás, no briefing e no teatro de operações todos os representantes das entidades presentes salientaram que, também o turismo, nomeadamente a hotelaria e a restauração, seria afetado por um eventual desastre ecológico na Ria Formosa, uma das mais importantes zonas húmidas nacionais.

Camião Comunicações Prot CivilTeste de combate à poluição mariíima  99No simulacro, onde foram utilizadas barreiras de contenção do derrame que rodearam o navio mercante e dois pontos de recolha, com um recuperador e um sistema de trasfega dos resíduos, que seriam depois canalizados para tanques de armazenamento, envolvendo mais de 60 pessoas, entre pessoal da Marinha e das autoridades portuárias, o marinheiro salientou que o exercício “permitiu testar o desempenho das equipas de intervenção do Departamento Marítimo do Sul, da Capitania do Porto de Faro e do IPTM, assim como as comunicações com o Centro de Operações Móvel da Autoridade Nacional de Proteção Civil”.

E porque alguns equipamentos estão distribuídos pelas capitanias, já que a base logística onde está armazenado o material mais pesado esta sedeada em Portimão, o capitão-tenente sublinha que, “num cenário real de acidente na Ria Formosa, a montagem de toda a operação demoraria cerca de três horas”.   

UALG José JaneiroTempo demasiado para um dos investigadores da UALG pelo Projeto AGROMARINE, testado nas operações do naufrágio, em Itália, do transatlântico Costa Concórdia, já que para João Janeiro “obrigaria à colocação das barreiras mais longe do derrame e do navio”, pois os ventos e as fortes correntes marítimas que se fazem sentir no local já teriam afastado a macha, talvez para os ilhotes e canais da Ria Formosa circundantes ao Cais Comercial de Faro.

navio rebocado findo o simulacroO exercício, o primeiro de dois previstos para 2013, permitiu ainda aos investigadores da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade testar o projeto “ARGOMARINE”, através da colocação de duas boias que, através de satélite, vão validar os resultados de um modelo matemático de previsão da deriva do hipotético derrame. 

Manuel Luís – t
foto-reportagem
Reinalgon

 

 

By Algarve Press

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