Associações da Pesca do Polvo e Sindicato pedem ajuda a Deputado algarvio do CDS

o covo e os pescadores1Jos AgostA proibição de capturar polvo com caranguejo vivo, através de armadilhas na costa algarvia,  entrou em vigor no passado dia 03 de agosto. Contra a proibição, a Armalgarve – Associação dos Armadores da  Pesca do Polvo do Algarve, de Quarteira, através do seu presidente, José Agostinho (drtª na foto), diz que o uso de outro tipo de isco, nomeadamente a cavala, “apodrece o fundo do mar e aumenta as despesas”, defendendo ainda que “a preservação dos stocks de polvo na costa algarvia deve ser feita com um defeso e com mais fiscalização ao número de armadilhas utilizadas”.

Josué Marques e Ant dA bRANCAA estas posições juntam-se o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul (STPS), liderado por Josué Marques (1º. na foto), a Olhão Pesca, dirigida por António da Branca (2º. na foto), e a Associação de Armadores e Pescadores do Porto de Vila Real de Santo António.

assistencTodas estas críticas foram apresentadas pelos dirigentes da Armalgarve, OlhãoPesca e do STPS  num jantar em Quarteira com o deputado do CDS/PP, Artur Rego (centro na foto), a quem os homens da pesca do polvo salientaram, lamentando, que a “aplicação da portaria apenas ao Algarve é uma discriminação inadmissível”.

deputO deputado (1º na foto) ouviu ainda as explicações sobre o uso de cavala morta como isco, dando conta que “não é higiénico, pois se as embarcações estiverem um ou mais dias impedidas de sair ao mar devido às más condições climatéricas, quando lá vão já as armadilhas não têm nenhum isco, porque a pulga do mar chupou tudo e só lá estão as espinhas”, situação que, sublinham ainda os responsáveis, “aumenta o valor das despesas”. Já através da pesca com o caranguejo “esta situação não acontece, porque este mantém-se vivo”, destacam.

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assist1Para que não restassem dúvidas a Artur Rêgo, associações e sindicato admitiram que “é necessário encontrar medidas justas para defender os juvenis, através de uma fiscalização eficaz quanto ao número de armadilhas permitidas e definição de um período de defeso, coincidente com o período do ciclo biológico do polvo, sem proibir a utilização do caranguejo vivo como isco – como acontece desde agosto, de forma discriminatória em relação ao resto do País, através de um artigo que proíbe apenas a utilização deste isco a leste do farol do Cabo de São Vicente”, reforçaram os homens do mar, deixando ainda outra explicação ao deputado: “O peso mínimo de captura mantém-se nos 750 gramas, mas os estudos indicam que um polvo com 640 gramas já é adulto, pelo que esta margem é suficiente”.

assistassit3Em causa está a portaria n.º 230/2012, de 3 de Agosto, que alterou o Regulamento de Pesca do Polvo com Arte de Armadilhas (aprovado pela portaria n.º 1102-D/2000, de 22 de Novembro), que permitia a utilização do caranguejo vivo, em vez da cavala e da sardinha, como isco para captura de polvo.

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deput art rego

Num jantar afável e de perfeita troca de opiniões e explicações entre homens do mar e político, Artur Rêgo (em 1º. plano)garantiu a “compreensão dos problemas apresentados”, mas, recusando “a promessa fácil”, o deputado assumiu a “implementação de contatos a nível governamental  para sensibilizar os responsáveis pelas pescas no Governo sobre as aspirações manifestadas pelos pescadores do polvo no Algarve”.

Manuel Luís – t e f

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