Mulheres Socialistas visitam IPSS

Sob o lema “Todos somos UM” o Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Algarve (DFMS) inicia um ciclo de visitas às Associações e Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) da região. Esta iniciativa tem como objetivo aferir como a atual crise económica está a afetar as instituições, bem como as famílias que delas usufruem. A denominação de “Todos somos UM” significa que as dificuldades, anseios e temores das instituições são as preocupações de todos nós, pois todos fazemos parte da mesma comunidade, explica Ana Passos, Presidente do DFMS.

07122012711A primeira destas visitas foi ao Instituto D. Francisco Gomes – Casa dos Rapazes, em Faro. Esta instituição emprega 100 funcionários que se distribuem pelas diferentes valências: lar de jovens, creche, jardim-de-infância e, mais recentemente, cantina social. Esta última criada para fornecer 60 refeições, já se encontra a fornecer 80 com pedidos para chegar às 100 refeições diárias. De acordo com António Barão, Presidente da Direção, para além da criação da cantina social, os efeitos da crise fazem-se sentir nos apoios do Instituto de Segurança Social – que há quatro anos se mantêm fixos, não acompanhando o aumento do custo de vida; nos donativos – que acabaram; no apoio da Câmara Municipal de Faro – que há três anos deixou de existir; no aumento de pedidos para aceitar mais crianças no lar; e no aumento do número de famílias que deixam de conseguir pagar a totalidade das mensalidades quer na creche, quer no jardim-de-infância.

Panor geral“É com preocupação e tristeza que constatamos que a realidade social algarvia se deteriorou significativamente nestes últimos dois anos levando a que mais famílias procurem o apoio das IPSS. Também nos parece muito injusto que Instituições, como o Instituto D. Francisco Gomes, que desempenham um papel importante no combate à exclusão social na nossa sociedade, numa altura que mais necessitam do apoio das entidades oficiais, esse apoio não lhes seja concedido” declarou Ana Passos.

“Para o DFMS as políticas sociais deste governo são desajustadas aos novos fenómenos sociais que estão a surgir na região. Continuaremos a realizar estas iniciativas e a alertar para estas e outras situações que não consideramos dignas de uma sociedade que se quer solidária e humana” acrescentou Ana Passos.

By Algarve Press

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