Troika de Faro: derrocadas de 80 milhões

Câmara Municipal  Faro 1

“Balanço do mandato autárquico é de descalabro, pela comunhão de votos PSD, PS e CDS”, acusa o movimento CFC – Cidadãos com Faro no Coração, liderado pelo antigo edil de Faro, José Vitorino, através de nota de imprensa que transcrevemos:

Portugal está confrontado com uma troika internacional. Faro também tem na autarquia uma má troika, neste caso partidária, constituída pela comunhão de votos e condutas do PSD, PS e CDS, que têm atropelado a democracia, desrespeitado os munícipes e autarcas, cometido ilegalidades e provocado derrocadas financeiras envolvendo valores da ordem dos 80 milhões de euros, por culpas próprias.IMG_5664O PSD e o CDS tentam desculpar-se como podem, enquanto o PS com total indecência procura enganar as pessoas, dizendo que não é nada com ele. Pelo balanço das decisões, propostas e condutas nos órgãos autárquicos municipais entre 2009/2012, tira-se a conclusão do descalabro a que a troika de Faro conduziu o Município e munícipes. É de salientar que, na Câmara, o PSD preside e tem o maior número de autarcas, enquanto na Assembleia Municipal é o PS que preside e tem o maior número. Na Assembleia, nem o PS nem o PSD têm maioria, mas tem funcionado uma junção de votos entre ambos com efeitos nefastos. Criticado por todos, Faro é um Concelho: ao abandono, esburacado e às escuras; ”roubado” na sua soberania em 200 ha; com mil novos parquímetros, que matam a Cidade com falências e desemprego; sem pagamentos às Juntas, Associações e fornecedores; com aumentos brutais das rendas sociais; intolerável atraso de meses até ter sido ligada a água a 150 casas na Culatra; proibição prevista de entrada de carros no verão na Ilha, com a nova ponte; demolições de casas de pescadores; etc. O CFC – Movimento Autárquico Independente “Com Faro no Coração”, considera ser um dever cívico dar conta aos munícipes e opinião pública em geral que a troika de Faro, nos grandes números e independentemente de aspetos pontuais, pôs o Município de pantanas e em absoluto descontrolo. Por um lado, não foram realizados cerca de 68 milhões de euros dos empréstimos e alienações previstos no Plano de Reequilíbrio Financeiro inicial. Por outro lado, uma derrocada de cerca de 13 milhões de euros por causa de novas despesas e compromissos sem disponibilidades, atos de gestão ruinosos ou sem transparência, compadrio partidário e esbanjamento. Estes são os números e factos reais, sem manobras contabilísticas nem omissões. Quanto aos 68 milhões de euros, foram provocados por incompetência e jogos político-eleitorais, pois podendo e devendo a Câmara e Assembleia Municipal terem decidido contrair os empréstimos e feito as alienações em 2009 e 2010 não o fizeram e agora, só perspetivam cerca de 30 milhões do PAEL (Programa de Apoio à Economia Local) e banca: o sacrifício para os fornecedores tem sido brutal e estas insuficientes receitas previstas não travam o descontrolo. A seara está a arder e o Município sacrificado, mas esse dinheiro vai vir na véspera das eleições como prepararam e vai haver foguetório. É assim a má política!… O CFC é de opinião que há futuro, mas têm que ser outras as soluções, como temos apresentado”, conclui a nota de imprensa CFC

  

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por Algarve Press

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